terça-feira, 16 de março de 2010

Raiz de toda desgraça

Não há mal que não piore
Sem temer meu corpo pára
Seco fujo, me confundo
Não me orgulho, não me importo

A ilusão, raiz de toda desgraça
Desgraço eu e um ideal
Conduta que constrange
Esquivo vão, força distante

Fala-me sua dor
Eu madrugo e permaneço
Contando desvatagens
até o proximo raio desfecho

A ultima trombeta ressoa
Chamando minha atenção
Ansiando outra cicatriz em mim
Passo reto, passa meu coração

quinta-feira, 11 de março de 2010

Aquela moça

Aquela moça tem um caminhar manso

Passos largos, as vezes curtos

Ela sorri e posso ver sua espontaneidade

Aquela moça já encontrou o seu par

Minha sina, larga dor

Um bom homem a descobriu

Aquela moça me quer bem

Bem distante ou irmão

Um enorme coração com lugares reservados

Aquela moça é feliz

Ao lado dele ela quis

Quis e quer viver até o fim

Aquela moça me desvaira

me ensandece, me embriaga

de paixão e frustração, bem de longe, bem de longe

Aquela moça pisa firme

Caminhando ainda está,

adiante, adiante

Aquela moça me deixou imóvel

Pus-me a nadar contra corrente

Ainda em fé, ainda crente

Regredindo me perdi

Regredindo enlouqueci

Regredindo descobri

Sim, existe o impossível

Fim de tarde

É cedo nesse enredo
Sobrevive o segredo
Talvez tarde, longe e tarde
pra tentar algum empate

Não consigo encontrar
outro sinal, outro que não você
Minha vida, minha devoção
acreditar no que não vejo
A possibilidade é algo cada vez mais utópico
mas ainda existe, mas ainda existe

Viro, me reviro
vento bate e me desvia
de novo pra você
de novo aquela melodia
Tortos timbres roucos, nulos
Bem distante me confundo
Todo mundo diz que não, todo mundo diz que não
Covardia vem e vai
Não há culpa,
E se esvai depois das seis
Só me resta esperar o novo dia
Fim de tarde não é o fim da vida


Deixo o tempo responder
Minha aflição já grita menos
Quem sabe cada esforço não
tenha sido esforço vão

Não é por dor que eu mereço
Amor é tudo que ofereço
não tenho o dom de cultivar
Tua amizade sem te amar

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Mais vocais amarantenescos



CÉU DESPREZO (por Felipe Campedelli)

desprezo meu por teu desprezo o céu pra ver o teu olhar envolve o céu
devolve o azul devolve o azul pro meu sonhar

é bom viver é deixar de se importar com o que ou quando será

desprezo meu por teu desprezo o céu pra ver o teu olhar envolve o céu
devolve o azul devolve o azul pro meu sonhar

é bom viver é deixar de se importar com o que ou quando será e virá

Engasgue

Sabará sabá, sabiá sabia assobiar

Mas eu não sabia, mas eu não podia

Eu tentava, me esforçava

E até soluçava, me engasgava

E revirava velha cachaça

Virado eu virava a virar a variada

Gente tão aflita, refletida na minha cara

A indecisão, medo de voar

A imprecisão de poder quietar

ARRUDA

"Brilha muito na papuda."

Conceituando Minha Atual Sobrevivência Emocional

Senhorita Segredo, cansa o peso de viver
Tanta pressão, sorriso intenso ou sofrer
Eu não me calo, te atormento por querer
Finge saber e eu finjo esconder
Olhe a lua, olho você
Aqui? Desgaste sem mover
Me prender foi me perder
Por aí, em condolencias do saber


"Onde?"

Respira

Estou me despedindo antes do encontro
Prometo ser um peso a menos
Prometo? Sim, lealdade à palavra
No fundo













...bem no fundo

Tenho problemas com verdades
Raramente uso uma
Problemas?
Tudo se resolve
Tudo se dissolve
Tudo se engole
Tudo
Tudo é NADA.